4.8.08

Resumo

Pra não passar em branco. Nesse meio tempo eu só assisti dois shows, ambos na Lapa. Nação Zumbi, que aliás, foi O Show. Daqueles que você volta pra casa no dia seguinte e não sabe como chegou viva, lembra apenas de flashes, mas sabe que foi muito, muito foda.
Assisti também ao show da Elba Ramalho e Raiz do Sana. Essa é a parte que todo mundo dá risada, afinal, desde quando eu frequento shows de forró, não é mesmo? Mas frequento agora. Aliás, frequento tudo quanto é forró ultimamente, descobri que é muito bonito. Mas calma que me refiro a Luis Gonzaga, Alceu Valença, Zé Ramalho (estou viciada no Zé). Música de verdade e não essas coisas esquisitas que tocam na feira de São Cristovão!

Livros, eu não li nenhum! Final de semestre, mudança de faculdade, mal dava conta dos que tinha que ler. Pra não dizer que não li nada, li alguns trechos de Sartre. Porque eu ando muito envolvida nessa filosofia existencialista. Principalmente depois que bebo. Vai entender.

Atualmente eu tomei vergonha na cara e estou lendo Into The Wild do Jon Krakauer. Livro que deu origem ao filme que possui o mesmo nome (traduzido para Na Natureza Selvagem em português) e que me deu um verdadeiro soco no estômago. O Chris, personagem principal do filme, é um jovem que tinha tudo para ter um futuro promissor, dentro do que a sociedade define como promissor. Só que ele queria muita mais, ele queria viver e não somente existir. E ele, apesar de ter morrido tão jovem devido ao próprio idealismo, ele viveu. Viveu muito mais do que muita gente por aí. Quanto mais eu leio e vejo filmes assim, mas eu tenho certeza de que também não vim nessa vida para trabalhar, casar e ter filhos. Ainda que meus planos sejam dignos de deixar qualquer pai de cabelo em pé, eu acho que não posso negar o que eu sinto. E o que eu sinto é uma necessidade enorme de liberdade, de experimentar, de errar e aprender. Que uma vida correta jamais me daria.
Acho que estou falando demais sobre mim e de menos sobre o filme. O caso é o que o filme é inspirador, é baseado numa história verídica e a trilha sonora é toda composta pelo Eddie Vedder, o que quer dizer que o filme é maravilhoso.
Quando eu lembrar, escrevo mais!

1 comment:

Fábio Shiraga said...

Que bom que você voltou prá cá, Dre! Boa sorte no novo curso. Imagino que Produção Cultural é muito a tua cara, mas se também não for, ainda tem muito chão para queimar! E outra, fazer Letras e mudar de curso, não te faz perder nada, muito pelo contrário, você só tá mais experiente, e isso é rico!

Eu não sabia que o Into the Wild tinha sido inspirado em um livro. Eu adorei o filme.

Beijão.