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3.5.10

Depois de tanto amor

É será melhor
Não procurar
Um novo amor
Até saber
Se o coração
Já se refez
É será melhor
Viver em paz
Eu amei estando só
Portanto a solidão
Não é demais

Se algum dia eu encontrar
Um novo amor
Hei de ter amor pra dar
Amor e paz
Por isso eu vou
Guardar meu peito
Até quando por direito
Este amor chegar.

Paulinho da Viola

9.5.09

To remember

Só pra deixar registrado o show do Oasis, foi lindo ouvir o público cantando emocionado todas as músicas, principalmente Morning Glory (minha eterna preferida), Masterplan e Dont Look Back in Anger, onde a platéia conseguiu roubar a cena e eles se "calaram" pra ouvir o público cantar.
De contra mesmo só a minha falência pessoal, gastei muita grana e agora não me resta nada pra fazer nos próximos fins de semana. Mas, tudo bem, porque agora falta pouco para a minha viagem pra Bahia.

Minha vida anda muito ruim e difícil, vai dizer. hahaha

22.4.09

Caiu aquela gota de colírio...

Tá de bobeira? Então, abra o olho!
Clica aqui!


Eu falei: "Tá direito"
Tudo numa gota de colírio
Ele disse: "É delírio
Navegar nas águas de um espelho"

21.10.08

Esperanza Spalding


Tô apaixonada por essa mulher, ela não é só linda, mas também MUITO talentosa. Uma pena que nao a verei no TIM Festival.

Aqui o vídeo da novaiorquinha mais cool do momento cantando Ponta de Areia (sim, ela ainda canta em português!)



21.9.08

Anota aí

Apesar de no post abaixo eu ter criticado as bandas atuais, alguma coisa me levou a buscar novidades, talvez uma esperança interna de que alguma banda me fizesse mudar de opinião e escrever um post super animado. A pesquisa me rendeu algumas boas descobertas que vou dividir em posts de três bandas cada. A primeira é uma experiência indie-eletrônica chamada Late of The Pier. O quarteto de Nottingham (Inglaterra), criou uma experiência musical que é no mínimo interessante. Em seu primeiro cd, o "Fantasy Black Channel", os meninos vão buscar inspiração nos anos 80. Assista abaixo o clipe de Space & The Woods, que por sinal esbanja criatividade.



Agora, três meninas bonitas que tinham tudo para serem modelos (se é que não são), Au Revoir Simone na verdade não é novidade e eu já baixei tem um tempinho. Ouvi a primeira faixa, achei marromenos e deixei pra lá. Hoje, escutei de novo e gostei bastante. Muito agradável para ouvir em tardes felizes.


A próxima e última dica (ao menos deste post), é um cantor-compositor inglês ainda pouco conhecido por aqui chamado Jack Penãte. Eu geralmente sou meio desconfiada de músicas no estilo ska, mas do trabalho do Jack eu gostei bastante. Assista ao vídeo de "Torn On The Platform".

19.9.08

Do contra

Posso ser sincera? Acho que o indie morreu pra mim. O indie parou ali na Cat Power e no Wilco, apesar de achar que o Wilco está acima de qualquer classificação de gênero musical. De resto, nadamaismelembro. Não tenho mais paciência para escutar a melhor banda de todos os tempos da última semana. Lê o Lúcio Ribeiro se tornou insuportável, a NME não faz sentido, todas as bandas from uk com seus cabelos moderninhos me causam ojeriza. Cansei. Onde não consigo enxergar um mínimo de sentimento, de intensa relação com a música, eu não consigo apreciar o som, no máximo, acho legalzinho.


Antes de continuar, permita-me explicar o que exatamente quero dizer com "legalzinho". Legalzinho, é aquela banda que o Marcelo Costa chamaria de banda coxinha. É bom, é gostosinha, mas não tem nada demais.
E legalzinho é o som da banda Glasvegas, uma das poucas bandas recentes que me dispus a escutar dado ao número de críticas positivas. Lá fui eu, com toda a paciência do mundo ouvir o tal sucesso do momento. Ér. Como eu já esperava, não deu.

Pode ser que eu já tenha começado a escutar com uma espécie de preconceito ou super expectativa. Mas se alguém tem culpa nisto é o André Takeda. Eu adoro quase tudo que o André escreve e considera bom, mas por vezes acho que ele exagera. Não discuto que ele tem bom gosto musical, ele tem de sobra. Mas quando ele se empolga com alguma banda é notável a quantidade de confete que ele joga em cima. Glasvegas é só mais uma banda de Glasgow e that's it. De Glasgow eu ainda fico com o Belle and Sebastian.
Pode ser que em uma outra fase da minha vida eu aprecie e muito. Pode ser também que eu esteja errada e a banda venha a se consagrar como uma das mais importantes. Do futuro, eu nada sei. O que eu sei, é que por enquanto os únicos aspectos positivos da banda são as suas influências (toma-lhe Jesus and Mary Chain e The Smiths) e uma música chiclete chamada "flowers and footballs tops", que na minha opinião me lembra o Echo and the Bunnymen.

Não foi desta vez que salvaram o indie rock.

18.9.08

Tudo o que você queria ser

foto: o quarto dos homens e alguns dos futuros integrantes do Clube da Esquina

O Milton Nascimento sempre foi um grande músico na minha opinião, não que ele precise dela, pois bem antes de eu nascer ele já estava consagrado, mas o fato é que eu nunca dei muita idéia pra ele e suas músicas. Quando eu era criança, meu pai sempre colocava uma fitak7 dele e às vezes, eu percebia que ele se emocionava. Eu achava meio chato aquela voz tooooda profunda e cheia de sentimento, eu era pequena e preferia o disco da Xuxa.

Os anos foram passando e eu fui ficando cada vez mais parecida com o meu pai, não só fisicamente, mas no jeito, na teimosia e principalmente no gosto musical. Dividimos os cds agora e sem querer querendo, eu sempre acabo botando pra tocar alguma música que ele goste muito. E é assim com o Milton, ou melhor, o Bituca. Hoje em dia escutar o Clube da Esquina ou ainda o trabalho solo do Bituca me faz reviver não só a minha infância, como também momentos de uma época que eu não vivi. Ali tem sangue correndo, tem vida, aquela voz tem algo de transcendental.

Eu comecei a ficar meio obcecada pelo trabalho dele, admito. Uma coisa levou a outra e caiu em minhas mãos o livro Os Sonhos Não Envelhecem. O livro foi escrito pelo compositor (já que ele odeia ser chamado de letrista) Márcio Borges, irmão de Lô Borges que por sua vez cantou com Milton no Clube da Esquina. Devorei o livro, chorei e ri com as histórias daquela juventude mineira moradora do famoso Edifício Levy em Belo Horizonte. Entender o universo em que cada canção foi criada, o motivo ("Um girassol da cor do seu cabelo" foi composta por Márcio Borges quando pediu sua então namorada em casamento), a emoção da primeira vez em um palco, as aventuras movida a álcool em Três Pontas (bairro onde Bituca viveu durante anos), o clima de terror instaurado pela ditadura. Gonzaguinha emocionado, chorando no camarim, Lô Borges ainda adolescente com o The Beavers (grupo formado com seus outros 3 irmãos Beatlemaníacos). Cada detalhe, cada página era como se eu estivesse diante de uma oportunidade única de conhecer este universo, bebi as palavras. Não me considero fã, porque fã é chato e aceita qualquer coisa do artista. Eu sou apaixonada, eu diria, apaixonada pelo Bituca e por sua música tão verdadeira.

fotos do livro (clique para ampliar):



27.5.08

canção dos olhos

Meu Deus, o que será que tem
Nesses olhos teus
O que será que tem
Pra me seduzir
Pra me escravizar
Não sei
E não saberei também
Como resistir
A seu modo de amar
Chico Buarque

5.5.08

Deixe-se acreditar


Não tenho palavras para descrever como foi o show do Mombojó. Sem dúvida a melhor noite do ano. Indescritível. Resenha do show aqui


30.4.08

Pra ninguém botar defeito! (só falta o dinheiro!)

Pra você que como eu achava que esse dia nunca iria chegar, roeu as unhas, marcou os dias no calendário, arranjou louça pra lavar e passar o tempo, eis que finalmente o dia se aproxima. O Mombojó volta ao Rio para uma única apresentação no tão acolhedor Circo Voador. Como se não bastasse, o grupo contará com a participação de ninguém menos que o ilustre China. Lembro de como conheci o trabalho do cara, uns anos atrás com uma amiga que já nem tenho tanto contato, mas que me apresentou bandas que curto até hoje como Mundo Livre S/A, Nervoso e claro, o próprio China.
A novidade pra quem não sabe é que o China deverá tocar junto com o Mombojó, formando assim o projeto Del Rey, que se apresenta tocando músicas do Roberto Carlos. Isso mesmo! Ouvir os classícos do Robertão fará com que a apresentação termine com chave de ouro!

Por isso anotem aí e compareçam na noite mais feliz do ano. Dia 3 de maio, por uma bagatela de 15 reais a meia. A Lapa se transformará no grande Reino Da Alegria. Promovendo uma noite inesquecível para aqueles que lá se encontram.

E o nosso encontro já está marcado.


*
Outra dica muito batuta pra quem gosta de teatro e não é pobre como eu, é a peça do clássico romance de Franz Kafka, O Processo. Em cartaz no Teatro Maison de France e com direção de José Henrique, a peça está em cartaz de quinta a domingo com preços que variam entre 40 e 50 reais a inteira. Uma ótima oportunidade. Quem puder ir por favor vá e me conte depois.



*

SOUL, BABY, SOUL

E como ninguém é de ferro, pra quem sente falta do tempo da calça boca de sino e do cabelo black-power. Dia 10 de maio rola a tão esperada próxima edição da SOUL, BABY, SOUL. Antigamente realizada na Gafieira Elite, a festa que agora acontece no Cine Lapa, sofre protestos de um público antigo que reclama dos bons tempos de outrora, mas não é pra ninguém ficar desanimado. A festa continua fiel ao seu público e ninguém bota defeito. O set list com o que há de melhor na soul music está a um click do mouse. É só clicar e curtir o som!


como diria o Negão: ALL THE POWER TO THE PEOPLE!

8.3.08

Escuta aí

Guillemots na versão bacana da Blogoteque.





I love you through sparks and shining dragons, i do,
now there's poetry, in an empty coke can.
I love you through sparks and shining dragons, i do,
now there's majesty, in a burnt out caravan.

you got me off the paper round, just sprang out of the air,
the best things come from nowhere,
i love you, i don't think you care.

i love you through sparks and shining dragons, i do,
and the symmetry in your northern grin
I love you through sparks and shining dragons, i do,
i can see myself in the refill litter bin.

you got me off the sofa, just sprang out of the air, the best things come from nowhere, i can't believe you care

3.3.08

The times we had

Beirut é mais uma daquelas bandas poéticas com dois discos já lançados, o excêntrico Gulag Orkestar e o ótimo Lon Gisland. Formada pelo vocalista americano Zach Condon de 22 anos, a banda consegue combinar elementos do leste europeu e folk em suas músicas, o que a deixa muito mais interessante e indefinida. O vídeo escolhido foi Postcards from Italy que não é exatamente o vídeo mais bonito deles, mas mostra o quão diferente é o som dos caras, além de ser minha música preferida.



Mais sobre a banda no myspace.

10.2.08

Uma descoberta


Você acreditaria em mim, se eu te dissesse que uma menina de rosto meigo e que possui apenas 15 anos chamada Mallu Magalhães compõe, toca e canta em suas músicas, fazendo um som tão bom que já caiu nas graças do público na internet com sua interpretação perfeita de músicas de artistas como Johnny Cash e Belle and Sebastian?

Pois se não acredita, dedique três minutos do seu dia para conhecer o trabalho dela no myspace. É de ficar embasbacado. Acho que Mallu é uma mistura perfeita de Ben Kweller e Camera Obscura com uma pitada de Chan Marshall. Falando assim parece não fazer sentido, mas só ouvindo pra entender! Tenho certeza que estamos diante de uma menina que em breve estará fazendo grandes turnês pelo Brasil, ou quem sabe até pelo mundo!

9.2.08

She brakes my heart with this song.

Chan Marshall, sempre ela.

Obrigada, Richie.

4.2.08

Alalaôô

Carnaval com chuva e gripe. Nem sendo muito pessimista eu imaginaria uma coisa dessas. Agora sou eu e meus antibióticos que não fazem efeito porque eu peso a mão na bebida e chego todos os dias em casa guiada pelo o que eu chamaria de anjo da guarda. Porque meu, sério, andar pelo Centro às quatro da manhã debaixo de uma chuva torrencial e chegar viva em casa não é pra qualquer um.

Hoje, segunda de carnaval, como realmente o tempo está uma merda e eu não tenho dinheiro nem disposição pra sair, vou ficar aqui em casa lendo Trópico de Capricórnio, livro que comprei num sebo semana passada. O Henry Miller realmente é muito bom, escreve de um modo alucinado, as idéias correndo soltas. Parece que ele fumou um baseado antes de escrever. Um barato, tem um monte de trechos que eu gostaria de citar. Mas a preguiça nao deixa.

Falando sobre shows agora, eu estou muito frustada com o lance do show do Bob Dylan. Tudo bem que eu imaginava que fosse caro, mas TÃO caro assim? Se eu tivesse até pagava, pagava mil reais se pudesse, mas não tenho. Eu tenho cin-quen-ta reais e é tudo o que me resta. E se o Bob Dylan decide que só quem vai assistir os shows dele é gente com grana e que os fãs pobres tem mais é que se foder, não sou eu que vou discutir! Eu continuo idolatrando do meu jeito, no ponto de ônibus ouvindo no iPod e é isso. Os cinquentas reais eu uso pra ir no show do Interpol e está resolvido o problema.

Antes que eu encerre o post uma dica: o novo cd da Cat Power, o Jukebox, é o melhor cd dela na minha opinião. Tem cover de Frank Sinatra, Bob Dylan (ela é fã de carteirinha do cara), além de uma versão linda de Metal Heart que é de sua própria autoria. Indico pra quem ainda tem dúvidas sobre o talento da diva (pra mim é diva).

Beijos e de volta ao edredon.

20.1.08

Duas ótimas dicas

Uma banda sueca muito fófis que eu conheci através do André Takeda, chamada Lacrosse.



E o outro é um cantor chamado Patrick Cleandenim, baixei o cd do cara essa semana e não consigo parar de escutar. Muito bom.



Agradecimentos ao Andy.

4.1.08

Rehab

[editado]

*

Pra esse post não ser totalmente inútil, eu deixo uma dica excelente que com certeza vai valer a sua visita a este pseudo-blog quase abandonado.



Conheci o trabalho da cantora Roberta Sá recentemente através do seu segundo cd chamado "Que Belo Estranho Dia Para se Ter Alegria"e não consigo parar de escutar. Ouvir a voz doce de Roberta é quase como um alívio pra minha alma (clichê dito deste jeito eu sei). Procurando informações sobre a cantora descobri que a mesma já participara do programa Fama, aquele reality-shows com futuros cantores. Como eu nunca assisti esse programa eu jamais lembraria dela o que é mesmo uma pena, pois poderia tê-la conhecido muito antes. Então, gaste 2 minutos do seu dia pra entrar no site e ouvir o cd da linda moça.

30.11.07

Pra quando o carnaval chegar

Tá rolando tanta coisa nessa minha humilde vida que me falta tempo e paciência pra escrever. Não que alguém se importe com isso, mas eu sempre gostei de deixar registrado em um blog os momentos mais tristes/felizes da minha vida.
O problema é que eu estou atolada de trabalhos na faculdade, todos para semana que vem e eu ainda não fiz nenhum, porque como boa procastinadora que sou, deixo tudo para o último momento. Ando tendo pesadelos com isto, mas continuo enrolando. Vai entender.


O carnaval de rua no Rio já começou e eu estou feliz da vida. Semana passada matei a saudade do bloco Céu na Terra, um dos blocos mais famosos de Santa Tereza. Rolou um ensaio na Fundição Progresso com direito a chopp Brahma, confete e serpentina. Não precisa dizer que me acabei né? Eu e meus amigos sempre somos uns dos mais animados e o pessoal do Bloco elogiou a gente por esbanjar tanta alegria. É, eu só sou feliz no carnaval.

Essa semana um grupo de maracatu se apresentou na minha faculdade, eu que gosto só um pouquinho de maracatu me emocionei, pois os dançarinos eram crianças! Olha que fófis!
No final falei com uma das responsáveis pelo o grupo e descobri que são crianças carentes do complexo da Maré, que aprendem Maracatu entre outras danças brasileiras na escola, são atividades que visam manter a mesma lá dentro e a Petrobrás financia o projeto. Achei muito bacana!

Para a semana que vem, temos Escravos da Mauá e o ensaio já famoso no RJ todo, com suas cabrochas e bambas do samba, temos também Cordel do Fogo Encantado na Fundição Progresso no dia 07 pela bagatela de 20 reais (a meia) e pra terminar com chave de ouro, o Rio Maracatu que se apresenta no dia 08 também na Fundição. É meu povo, o carnaval já começou!

10.11.07

Time has told me

Voltei a ouvir Nick Drake diariamente, apresentei o mesmo para alguns amigos meus, mas nenhum pareceu muito empolgado. Não entendi, porque quando eu ouvi Nick Drake pela primeira vez (lembro até a música, chamada One Of These Things First), eu me apaixonei pelo homem. Não tem como não me emocionar com as músicas, principalmente quando ouço River Man, me arrepia até o último fio de cabelo.

Mudando de assunto, finalmente, após algumas semanas difíceis, as coisas voltaram ao normal por aqui. Até que dessa vez não foi muito difícil dar fim a algo que não iria pra frente, porque é aquela coisa, quando tá rolando um sentimento fica meio difícil de fugir, rola um sadomasoquismo. Mas dessa vez ficou tudo bem, minha preocupação voltou a ser os estudos.

Pra esse post não ser totalmente inútil, termino com um vídeo lindo da música Nothern Sky, o menininho bonito no final do vídeo é o Nick Drake quando criança.