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10.2.09

Participo sendo o mistério do planeta


Deixa eu desabafar aqui só um pouquinho e dizer que eu morro, morro de ciúmes d'Os Novos Baianos. Eu sei que tem uma galera muito grande que curte o som deles, obviamente porque se tratou de uma das melhores bandas basileiras, misturando todos os ritmos num só.
O caso é que eu me apeguei totalmente a eles, ao estilo de vida que eles tinham e até mesmo as letras sem pé nem cabeça das músicas. Pra mim tudo faz sentido, tudo é uma coisa só e dentro de mim dá uma dorzinha quando vejo alguém dizendo que é tão fã quanto eu. É babaquice, eu sei. Mas fã é assim mesmo!

Tem uns documentários no Youtube maravilhoooosos sobre eles, que é procê se apaixonar também! Dá só uma zoiada:





A vida como ela é:


E uma entrevista recente e maravilhosa com cada um deles aqui.


Os Novos Baianos podem ter acabado, mas ainda vivem dentro da gente, que imortaliza suas canções e vibra com cada uma delas!

12.12.08

Os Estatutos do Homem (Ato Institucional Permanente)
A Carlos Heitor Cony


Artigo I
Fica decretado que agora vale a verdade.
agora vale a vida,
e de mãos dadas,
marcharemos todos pela vida verdadeira.

Artigo II
Fica decretado que todos os dias da semana,
inclusive as terças-feiras mais cinzentas,
têm direito a converter-se em manhãs de domingo.

Artigo III
Fica decretado que, a partir deste instante,
haverá girassóis em todas as janelas,
que os girassóis terão direito
a abrir-se dentro da sombra;
e que as janelas devem permanecer, o dia inteiro,
abertas para o verde onde cresce a esperança.

Artigo IV
Fica decretado que o homem
não precisará nunca mais
duvidar do homem.
Que o homem confiará no homem
como a palmeira confia no vento,
como o vento confia no ar,
como o ar confia no campo azul do céu.

Parágrafo único:
O homem, confiará no homem
como um menino confia em outro menino.

Artigo V
Fica decretado que os homens
estão livres do jugo da mentira.
Nunca mais será preciso usar
a couraça do silêncio
nem a armadura de palavras.
O homem se sentará à mesa
com seu olhar limpo
porque a verdade passará a ser servida
antes da sobremesa.

Artigo VI
Fica estabelecida, durante dez séculos,
a prática sonhada pelo profeta Isaías,
e o lobo e o cordeiro pastarão juntos
e a comida de ambos terá o mesmo gosto de aurora.

Artigo VII
Por decreto irrevogável fica estabelecido
o reinado permanente da justiça e da claridade,
e a alegria será uma bandeira generosa
para sempre desfraldada na alma do povo.

Artigo VIII
Fica decretado que a maior dor
sempre foi e será sempre
não poder dar-se amor a quem se ama
e saber que é a água
que dá à planta o milagre da flor.

Artigo IX
Fica permitido que o pão de cada dia
tenha no homem o sinal de seu suor.
Mas que sobretudo tenha
sempre o quente sabor da ternura.

Artigo X
Fica permitido a qualquer pessoa,
qualquer hora da vida,
uso do traje branco.

Artigo XI
Fica decretado, por definição,
que o homem é um animal que ama
e que por isso é belo,
muito mais belo que a estrela da manhã.

Artigo XII
Decreta-se que nada será obrigado
nem proibido,
tudo será permitido,
inclusive brincar com os rinocerontes
e caminhar pelas tardes
com uma imensa begônia na lapela.

Parágrafo único:
Só uma coisa fica proibida:
amar sem amor.

Artigo XIII
Fica decretado que o dinheiro
não poderá nunca mais comprar
o sol das manhãs vindouras.
Expulso do grande baú do medo,
o dinheiro se transformará em uma espada fraternal
para defender o direito de cantar
e a festa do dia que chegou.

Artigo Final.
Fica proibido o uso da palavra liberdade,
a qual será suprimida dos dicionários
e do pântano enganoso das bocas.
A partir deste instante
a liberdade será algo vivo e transparente
como um fogo ou um rio,
e a sua morada será sempre
o coração do homem.


Santiago do Chile, abril de 1964

27.9.08

um dia em minha vida


Na quinta-feira finalmente fui ver a tão comentada exposição sobre a escritora Clarice Lispector. Cheguei cedo e comecei a ver a exposição logo que o CCBB abriu. Assim, pude com calma ver todas as zilhões de gavetas da foto acima (calma, a maioria não abria, mas mesmo assim eram muitas) e assim remexer nas cartas que a própria Clarice escreveu para o seu filho, quando ele estava em intercâmbio. Fotos pessoais, cartas de outros escritores ilustres como Drummond ou Caio Fernando Abreu. Estava tudo ali. E eu me sentia como se estivesse invadindo a intimidade da escritora mexendo em todas aquelas gavetas.
Fora isto, a exposição era bem curta. Havia um filme com duração de 12 minutos, feito algum tempo antes dela morrer. O vídeo é de uma intensidade absurda. Ela fuma, fala pausadamente e em determinado momento do vídeo diz “eu estou morta”, com uma seriedade tão grande que eu senti um pouco da dor que ela estava sentindo. Não era uma dor física, era uma dor na alma.

Depois da exposição passei ainda na Igreja da Candelária, é incrível ver que as pessoas passam correndo por ela, no caos que é o centro do Rio e ela ali, linda, majestosa e silenciosa por dentro. Não me considero religiosa, mas quando entro em uma igreja tão bela sempre sinto meus olhos encherem d’água. Não sei bem o motivo.

Quando eu estava feliz e satisfeita em casa, meu amigo Yure me avisa que possui convites para o show do Mombojó no Teatro Rival e se eu não estaria interessada em ir. Não precisa nem dizer, né? Era só o começo de uma noite que ficaria na memória de todos que ali estavam.
O teatro é pequeno e o show começou cedo, às dez horas da noite. O detalhe ficou por conta do público. Éramos poucos. Parecia que só estavam ali os verdadeiros fãs do grupo e de fato, a banda percebeu e fez um show memorável para quem lá estava. Sem frescuras, Felipe não só estava totalmente à vontade, como foi para o meio do público, brincou, puxou a rodinha, subiu em cima das mesas e terminou o show ajoelhado com o pequeno público em volta cantando Deixe-se Acreditar juntos numa sintonia de fazer inveja. Estávamos todos entorpecidos por algo que não sei dizer o que era, mas desconfio que seja felicidade.


foto: Felipe em volta dos fãs durante o show

18.9.08

Tudo o que você queria ser

foto: o quarto dos homens e alguns dos futuros integrantes do Clube da Esquina

O Milton Nascimento sempre foi um grande músico na minha opinião, não que ele precise dela, pois bem antes de eu nascer ele já estava consagrado, mas o fato é que eu nunca dei muita idéia pra ele e suas músicas. Quando eu era criança, meu pai sempre colocava uma fitak7 dele e às vezes, eu percebia que ele se emocionava. Eu achava meio chato aquela voz tooooda profunda e cheia de sentimento, eu era pequena e preferia o disco da Xuxa.

Os anos foram passando e eu fui ficando cada vez mais parecida com o meu pai, não só fisicamente, mas no jeito, na teimosia e principalmente no gosto musical. Dividimos os cds agora e sem querer querendo, eu sempre acabo botando pra tocar alguma música que ele goste muito. E é assim com o Milton, ou melhor, o Bituca. Hoje em dia escutar o Clube da Esquina ou ainda o trabalho solo do Bituca me faz reviver não só a minha infância, como também momentos de uma época que eu não vivi. Ali tem sangue correndo, tem vida, aquela voz tem algo de transcendental.

Eu comecei a ficar meio obcecada pelo trabalho dele, admito. Uma coisa levou a outra e caiu em minhas mãos o livro Os Sonhos Não Envelhecem. O livro foi escrito pelo compositor (já que ele odeia ser chamado de letrista) Márcio Borges, irmão de Lô Borges que por sua vez cantou com Milton no Clube da Esquina. Devorei o livro, chorei e ri com as histórias daquela juventude mineira moradora do famoso Edifício Levy em Belo Horizonte. Entender o universo em que cada canção foi criada, o motivo ("Um girassol da cor do seu cabelo" foi composta por Márcio Borges quando pediu sua então namorada em casamento), a emoção da primeira vez em um palco, as aventuras movida a álcool em Três Pontas (bairro onde Bituca viveu durante anos), o clima de terror instaurado pela ditadura. Gonzaguinha emocionado, chorando no camarim, Lô Borges ainda adolescente com o The Beavers (grupo formado com seus outros 3 irmãos Beatlemaníacos). Cada detalhe, cada página era como se eu estivesse diante de uma oportunidade única de conhecer este universo, bebi as palavras. Não me considero fã, porque fã é chato e aceita qualquer coisa do artista. Eu sou apaixonada, eu diria, apaixonada pelo Bituca e por sua música tão verdadeira.

fotos do livro (clique para ampliar):



15.9.08

tudoaomesmotempoagora

É o seguinte, muita coisa acontecendo. Muitos planos, falta de grana, mas principalmente, falta de organização. Quero participar de inúmeros projetos que a faculdade me proporciona, mas por ser desorganizada perco prazos, esqueço os dias de evento, bebo o dinheiro do cinema. E toda semana eu começo jurando que vou ajeitar a minha vida. Cara, eu preciso de um estágio, é muito sério isso. Não é pela grana, aceito ser estagiária sem renumeração, só queria saber como diabos funciona um set de filmagens, mesmo sabendo que como produtora deixariam a batata quente comigo tendo que me desdobrar pra fazer coisas que nunca fiz. Eu quero um estágio. Eu pre-ci-so de contatos. Estou morrendo com a possibilidades de coisas que posso fazer e não faço. Preciso ler mais revistas, ouvir mais, ver mais shows. É tanto coisa que eu não consigo desligar, estou elétrica Estou encantada com a minha futura profissão mesmo com todos os perrengues, apaixonada pela minha turma, meus veteranos, meu campus, tudo, absolutamente tudo que envolve esse mundo.

30.4.08

Pra ninguém botar defeito! (só falta o dinheiro!)

Pra você que como eu achava que esse dia nunca iria chegar, roeu as unhas, marcou os dias no calendário, arranjou louça pra lavar e passar o tempo, eis que finalmente o dia se aproxima. O Mombojó volta ao Rio para uma única apresentação no tão acolhedor Circo Voador. Como se não bastasse, o grupo contará com a participação de ninguém menos que o ilustre China. Lembro de como conheci o trabalho do cara, uns anos atrás com uma amiga que já nem tenho tanto contato, mas que me apresentou bandas que curto até hoje como Mundo Livre S/A, Nervoso e claro, o próprio China.
A novidade pra quem não sabe é que o China deverá tocar junto com o Mombojó, formando assim o projeto Del Rey, que se apresenta tocando músicas do Roberto Carlos. Isso mesmo! Ouvir os classícos do Robertão fará com que a apresentação termine com chave de ouro!

Por isso anotem aí e compareçam na noite mais feliz do ano. Dia 3 de maio, por uma bagatela de 15 reais a meia. A Lapa se transformará no grande Reino Da Alegria. Promovendo uma noite inesquecível para aqueles que lá se encontram.

E o nosso encontro já está marcado.


*
Outra dica muito batuta pra quem gosta de teatro e não é pobre como eu, é a peça do clássico romance de Franz Kafka, O Processo. Em cartaz no Teatro Maison de France e com direção de José Henrique, a peça está em cartaz de quinta a domingo com preços que variam entre 40 e 50 reais a inteira. Uma ótima oportunidade. Quem puder ir por favor vá e me conte depois.



*

SOUL, BABY, SOUL

E como ninguém é de ferro, pra quem sente falta do tempo da calça boca de sino e do cabelo black-power. Dia 10 de maio rola a tão esperada próxima edição da SOUL, BABY, SOUL. Antigamente realizada na Gafieira Elite, a festa que agora acontece no Cine Lapa, sofre protestos de um público antigo que reclama dos bons tempos de outrora, mas não é pra ninguém ficar desanimado. A festa continua fiel ao seu público e ninguém bota defeito. O set list com o que há de melhor na soul music está a um click do mouse. É só clicar e curtir o som!


como diria o Negão: ALL THE POWER TO THE PEOPLE!

4.2.08

Alalaôô

Carnaval com chuva e gripe. Nem sendo muito pessimista eu imaginaria uma coisa dessas. Agora sou eu e meus antibióticos que não fazem efeito porque eu peso a mão na bebida e chego todos os dias em casa guiada pelo o que eu chamaria de anjo da guarda. Porque meu, sério, andar pelo Centro às quatro da manhã debaixo de uma chuva torrencial e chegar viva em casa não é pra qualquer um.

Hoje, segunda de carnaval, como realmente o tempo está uma merda e eu não tenho dinheiro nem disposição pra sair, vou ficar aqui em casa lendo Trópico de Capricórnio, livro que comprei num sebo semana passada. O Henry Miller realmente é muito bom, escreve de um modo alucinado, as idéias correndo soltas. Parece que ele fumou um baseado antes de escrever. Um barato, tem um monte de trechos que eu gostaria de citar. Mas a preguiça nao deixa.

Falando sobre shows agora, eu estou muito frustada com o lance do show do Bob Dylan. Tudo bem que eu imaginava que fosse caro, mas TÃO caro assim? Se eu tivesse até pagava, pagava mil reais se pudesse, mas não tenho. Eu tenho cin-quen-ta reais e é tudo o que me resta. E se o Bob Dylan decide que só quem vai assistir os shows dele é gente com grana e que os fãs pobres tem mais é que se foder, não sou eu que vou discutir! Eu continuo idolatrando do meu jeito, no ponto de ônibus ouvindo no iPod e é isso. Os cinquentas reais eu uso pra ir no show do Interpol e está resolvido o problema.

Antes que eu encerre o post uma dica: o novo cd da Cat Power, o Jukebox, é o melhor cd dela na minha opinião. Tem cover de Frank Sinatra, Bob Dylan (ela é fã de carteirinha do cara), além de uma versão linda de Metal Heart que é de sua própria autoria. Indico pra quem ainda tem dúvidas sobre o talento da diva (pra mim é diva).

Beijos e de volta ao edredon.

18.1.08

Nhé

Estou mantendo a dignidade. É sexta-feira e cá estou eu em casa. Desta vez não estou dando cabeçada na parede, estou em casa porque quero. Juro. Acho que a velha Andressa está voltando. Eu dispensei a cerveja gelada pra ficar em casa lendo no conforto da minha cama. O livro não era exatamente o que eu queria, mas me disseram que é ótimo (não sei se isso conta alguma coisa), além do mais, eu não tenho outro livro pra ler, então vai ter que ser esse mesmo.

Você com certeza já ouviu falar sobre, já leu algo sobre ele no Prosa&Verso, ou pelo menos já o viu a venda em alguma livraria. Como pretendo começar a ler daqui a pouco, ainda não tenho nenhuma impressão sobre o mesmo. Se é bom ou ruim eu vou ter que descobrir.

30.11.07

Pra quando o carnaval chegar

Tá rolando tanta coisa nessa minha humilde vida que me falta tempo e paciência pra escrever. Não que alguém se importe com isso, mas eu sempre gostei de deixar registrado em um blog os momentos mais tristes/felizes da minha vida.
O problema é que eu estou atolada de trabalhos na faculdade, todos para semana que vem e eu ainda não fiz nenhum, porque como boa procastinadora que sou, deixo tudo para o último momento. Ando tendo pesadelos com isto, mas continuo enrolando. Vai entender.


O carnaval de rua no Rio já começou e eu estou feliz da vida. Semana passada matei a saudade do bloco Céu na Terra, um dos blocos mais famosos de Santa Tereza. Rolou um ensaio na Fundição Progresso com direito a chopp Brahma, confete e serpentina. Não precisa dizer que me acabei né? Eu e meus amigos sempre somos uns dos mais animados e o pessoal do Bloco elogiou a gente por esbanjar tanta alegria. É, eu só sou feliz no carnaval.

Essa semana um grupo de maracatu se apresentou na minha faculdade, eu que gosto só um pouquinho de maracatu me emocionei, pois os dançarinos eram crianças! Olha que fófis!
No final falei com uma das responsáveis pelo o grupo e descobri que são crianças carentes do complexo da Maré, que aprendem Maracatu entre outras danças brasileiras na escola, são atividades que visam manter a mesma lá dentro e a Petrobrás financia o projeto. Achei muito bacana!

Para a semana que vem, temos Escravos da Mauá e o ensaio já famoso no RJ todo, com suas cabrochas e bambas do samba, temos também Cordel do Fogo Encantado na Fundição Progresso no dia 07 pela bagatela de 20 reais (a meia) e pra terminar com chave de ouro, o Rio Maracatu que se apresenta no dia 08 também na Fundição. É meu povo, o carnaval já começou!

27.8.07

Bienal

A XIII Bienal, ocorrerá no RJ entre os dias 13 a 23 de setembro. Para mim, é como se fosse a XX Experience dos nerds, então eu já estou começando a me preparar, ansiosa que estou para passar um dia inteeeeiro cercada de livros. Todos aqueles lançamentos ali diante do meus olhos e os clássicos por preços bacanas e aquele cheiro de livro novo, ah, estou muito entusiasmada!
Os homenageados este ano são Ariano Suassuna e Gabriel Garcia Márquez. O Gabriel Garcia eu adoro, o Ariano só conheco por causa da minissérie "A Pedra do Reino" que foi ao ar na Globo há pouco tempo atrás. Mas, eu já assisti a uma entrevista do Ariano na GNT, e esse velhinho com cara de ranzinza tem muita história pra contar, é meio biruta, mas eu já cheguei a conclusão de que não dá para ser brilhante, sem ser um pouco maluco.
Aqui vai uma listinha de livros que eu preciso comprar:

Hell´s Angels: Medo e Delírio Sobre Duas Rodas (Hunter S. Thompson)
O Menino (Edward Bunker)
O Enigma da Pedra (Jim Dodge)
Os 25 melhores poemas de Bukowski (Claaaaro, não podia faltar o velho safado)
Trópico de Câncer (Henry Miller)
Marabou Stork Nightmares (Irvine Welsh)
qualquer dicionário, livro de verbo em francês
e a lista cresce, porém aceito sugestões.

Sobre a vida, as coisas andam muito calmas por aqui, calmas até demais, o que me faz ficar apreensiva pelo o que está por vir, afinal, não tenho dúvidas de que esta é a famosa calmaria antes da tempestade.

16.8.07

E a vida continua

Acho que quem visita o blog do Shiraga, já ouviu falar deste cara, aliás, acredito que foi através dele que descobri o Banksy. Eu fiquei encantada quando vi, mas também fiquei pensando que tem tanta gente talentosa por aí, fazendo um montão de coisas e eu não sei fazer absolutamente nada, só admirar. Então, eu decidi que vou tentar aprender a fazer stencil, pra pelo menos criar as minhas camisetas e pagar pau direito para as coisas que gosto.
Uma delas, é finalmente ter uma camiseta do filme Waking Life (foto). O filme que me fez virar fã de carteirinha do diretor Richard Linklater. Até então, os meus diretores preferidos eram dois: Kaufman e Cameron Crowe.
Eu queria realmente falar um monte sobre esse filme e quais os preferidos e todas as curiosidades, mas a verdade é que eu ando em um constante estado de embriaguez e na maioria das vezes que estou na internet, eu estou com uma puta ressaca e sono.
Na verdade, isto é só uma desculpa para a falta de criatividade e má escrita.

Só tem uma coisa que eu realmente preciso contar, ontem fui ao Cachaça Cinema Clube, um especial que acontece toda primeira quarta-feira do mês no Cine Odeon, e como ontem era o aniversário de cinco anos do Cachaça, exibiram os melhores curtas de um diretor até então desconhecido para mim, o Edgar Navarro. Foram exibidos cinco curtas, sendo uma trilogia que começa com a fase oral, chamada Alice no País das Mil Novilhas, uma versão bem mais interessante do que a original, eu poderia dizer. Queria colocar aqui um trecho do curta, quando a pequena Alice come um cogumelo e no meio da sua viagem, começa a tocar Here Comes The Sun, do Beatles, mas infelizmente não tem como. Uma pena, essa foi uma das melhores cenas que já vi na minha vida.
A segunda parte da trilogia leva o polêmico nome de O Rei do Cagaço, é a fase anal e é digamos assim, desconfortável de assistir, vocês podem imaginar o porquê, e por último, mas não menos importante, a terceira e última parte, é o filme fálico, chamado Exposed.
Além destes, também foram exibidos os curtas Lin e Katazan e Superoutro, também do diretor Edgar Navarro. Este último, foi o meu preferido e acredito que o de todas as 600 pessoas que lotaram o Odeon e esgotaram os ingressos. Dizem que até hoje Caetano Veloso faz umas sessões privadas na casa dele, mostra às pessoas o filme.
Pra terminar, após a sessão, algumas doses de cachaça de gengibre de graça, pra esquentar a noite fria e claro, ir à festa no Cordão do Bola Preta. Realizada pelo evento, com muita gente bonita e cerveja cara. Foi uma noite memorável.

3.8.07

Fup

Se você (no singular, pois é o único leitor), soubesse quanto tempo eu levo para escrever duas linhas neste blog entenderia porque eu fico dias ausente. Eu percebo o quão confusa sou quando tento escrever, é um turbilhão de coisas sobre a qual eu quero falar. O último livro que li, a tristeza sem motivo, a reunião de amigos na segunda-feira mais fria do ano. É tanta coisa e ao mesmo tempo não é nada, que eu escrevo e apago. Cinco, até dez vezes, antes de conseguir postar alguma coisa aqui. Acho que por mais que eu não tenha público, as poucas pessoas que visitam merecem ler algo útil e ainda que eu não consiga, eu tento pelo menos colocar as vírgulas nos lugares certos. O que nem sempre acontece.

Nem contei pra você, mas recentemente eu li o livro do Jim Dodge, aquele chamado FUP. E novamente eu faço votos para que alguém se inspire com o texto e leia alguma coisa dele também. O livro é pequeno e pode ser lido de uma vez só. Eu o li em duas horas. Duas horas em que eu sequer senti o tempo correr. Pensei em vários adjetivos para descrever o livro e os que me vieram a cabeça foram: delicioso e psicodélico. O Biajoni, em seu post mais recente consegue explicar bem melhor do que eu o que você sente quando ler sua obra. Mas com o trecho que separei, pode-se ter uma idéia:

" Estava sonhando com as adoráveis irmãs gêmeas se aconchegando no seu corpo quando a lua cheia se ergueu sobre o rio, ofuscante e limpa. Ouviu um choro abafado, uma criança no outro quarto, anos atrás, e aí ouviu seu nome sussurrado, talvez Miúdo tentando acordá-lo, ou uma das belas filhas do cacique murmurando seu nome no sono. Escutou atentamente na escuridão, uma concentração que parecia tirá-lo de si mesmo em uma suspensão vazia. Escutou o próprio coração parar de bater, o último encher de pulmões deixá-lo em um silêncio luminoso. Esperou, totalmente quieto. Escutou seu choro suave retornar em sua carne, desvanecendo-se em direção à lua. E então um sussuro de asas enquanto era erguido.
Podia sentir, pelo jeito como era levado, que não se tratava de anjos, não podia conceber que fossem anjos, tinha tanta certeza de que eram patos que nem se incomodou em abrir os olhos. Pacientemente, fez um último esforço para conseguir mais uma batida de coração, mais uma respirada, e então lhes disse com teimosia e ênfase, sem demonstrar nenhum arrependimento ou pesar:
- Ora, com os diabos, fui imortal até morrer.
Esperou, mas não houve mais respiração. Sucumbindo por si mesmo, relaxou e deixou que o levassem."

26.7.07

Não faça como eu

Não enrole pra ir ao cinema, vá agora mesmo assistir Paris, Je T'aime, um filme que na verdade é composto de vários curtas sobre a cidade de Paris.
No vídeo, você tem uma amostra e de quebra pode ouvir a linda da Feist, minha mais nova cantora preferida na trilha sonora do filme.


18.7.07

Minoria

Engraçado, esses dias li uma reportagem na Folha que falava sobre a falta do hábito da leitura entre os jovens brasileiros e fiquei pensando, alguns dias atrás fiz um post no rascunho, falando sobre o FUP, livro do Jim Dodge que comecei a ler recentemente. Aliás, eu consegui o livro graças a um link que o Biajoni deixou no blog dele um tempo atrás. Não que meu pai se incomode em me dar grana pra comprar livros, mas eu sempre acabo gastando a grana com outras coisas, então, ler pela internet acaba sendo uma alternativa.
Mas voltando ao assunto, eu sempre gostei de ler, desde pequena. Eu lembro que quando minha mãe chegava aqui em casa com os livros do Ziraldo eu deitava na cama e passava a tarde in-tei-ra ali quietinha, lendo. Mamãe nem notava que eu estava em casa. E ai dela se não comprasse o Almanacão da Mônica, o gibi do Tio Patinhas e os livros infantis, era pirraça na certa.
Depois, quando cresci mais um pouco, passei a ler os clássicos brasileiros que minha mãe tinha. Li Carlos Drummond, Aluizio Azevedo, Machado de Assis e muito mais quando ainda tinha uns treze anos. Sem brincadeira.
Daí em diante, conforme fui ficando mais velha, fui adquirindo um gosto pessoal, prefiro literatura estrangeira, gosto de clássicos, mas o que me tira do sério mesmo são os escritores da geração beat. Putz, eu vibro lendo um livro desses caras. Outro que não é dessa geração, mas é um maldito é o Irvine Welsh, esse eu sou fã de carteirinha!

Agora, voltando a falar sobre o Jim Dodge, como frequentemente acontece, a dica veio do meu querido Shiraga. Li um poema do Jim Dodge no blog dele uma vez e vibrei com o troço, agora estou mais do que contente com a oportunidade de ler um livro do cara.

Preceitos básicos e avisos adicionais a jovens escroques

Não tente roubar uma vaca maior que sua caçamba.
Não mostre seu rabo pra Polícia Rodoviária.
Negociatas longas com grana curta é prejuízo na certa.
Não confunda o Evangelho com a Igreja.
Nunca dedure familiares ou amigos.
Evite morar em qualquer lugar onde não dê pra mijar da porta da frente.
Só porque é simples não significa que é fácil.
Não deixe seu olho grande preencher cheques que sua barriga vazia não possa bancar.
Se você não a quer, não a provoque.
Não estacione entre dois cachorrões jogando sujo.
Qualquer um amassa tomates; o foda é fazer o molho.
Nunca se é pobre demais para deixar de prestar atenção.
Não remoa por aí suas paranóias.
Nunca durma com uma mulher que considere isso um favor.
Se for atingido por um valentão, dê-lhe a outra face.
Se rolar de novo, atire no filho da puta.
Manter é sempre duas vezes mais difícil do que conseguir.
Nunca atravesse uma cidade pequena a 120 por hora com a filhota do xerife nua na garupa.
Nunca registre o preto no branco.
Se você não está confuso então não tá entendendo nada.
Amar é sempre mais difícil do que parece.

[Jim Dodge]

ps- Se não me engano o Jim Dodge esteve na FLIP, senhor Shiraga tem que me contar mais sobre o evento!

30.6.07

Louco é quem me diz, que não é feliz


Este post vai em homenagem ao Borati (que agora tem blog), um camarada que eu conheci pela internet e depois pessoalmente na 13º edição do festival Anima Mundi, que aliás, começou ontem. O Anima Mundi, agora em sua 15º edição, é um festival com o melhor da animação mundial que vai rolar entre os dias 29 de junho a 8 de julho.
Quem não quiser perder o programão, só precisa ir no CCBB do centro do Rio e com R$6,00 (R$ 3,00 a meia entrada), assistir a uma exibição. Pode levar a criançada, a namorada (o) e o primo pentelho porque o programa é diversão garantida.

Agora, deixa eu falar sobre o assunto do momento, o show d'Os Mutantes ontem no Circo Voador. Sou eternamente grata a minha amiga Raísa, por ter me convidado para o show e o melhor, de graça, quando a inteira custava R$50,00.
O show começou meia noite e meia, após duas horas e meia de atraso já previsto, a casa estava lotada, com fila dando voltas para entrar. Se o público estava animado, Os Mutantes estavam ainda mais. Zelia Duncan era só alegria no comando da festa, quando não estava cantando, estava rindo das palhaçadas que o Sérgio Dias fazia no palco, isso sem falar da figura única que é o Arnaldo Baptista. Ao fim do show, enquanto todos da banda agradeciam ao público, Arnaldo se jogou no chão e fez uma série de flexões. E fez mais do que muito marmanjo novo por aí, vou te falar.

O show teve grandes momentos, o coral em Technocolor, Bat Macumba, Ando Meio Desligado, Panis et Circenses (quase me descabelei nessa hora), Balada do Louco, I'm sorry baby. Em praticamente todas as músicas podia se ouvir a cantoria, foi um show de clássicos.

O público também deu o seu show a parte, quando todos pediam para a banda voltar e tocar mais um pouco, a surpresa porém, surgiu do meio da platéia, quando uma menina que devia estar mucho loca das idéias simplesmente tirou a blusa e começou a pular loucamente do jeito que veio ao mundo. A atitude causou um auê e Os Mutantes continuaram cantando como se nada estivesse acontecendo. Bat Macumba ê ê!
No final, enquanto eu e Raísa descansávamos, adivinha quem aparece ali do lado, na fila do chopp? O Amarante, foi um momento groupie, a gente ficava olhando pra ele sem conseguir disfarçar a tietagem. Estava tudo bom demais pra ser verdade e ficando ainda melhor (ainda que tenha tido contratempos), mas isto já é outra história.

22.5.07

Recomendo

Sumi esses dias por dois motivos, devido ao problema no computador que resolveu simplesmente parar de funcionar e segundo porque eu aproveitei esse tempo para me desligar um pouco desse vício. Só recorri a uma lan-house quando lembrei que tinha certas coisas pendentes. O vício chega a um ponto em que você assume uma espécie de compromisso, muito deprimente. Risos.

Este sábado, houve uma chuva torrencial no Rio, mas mesmo assim eu e uns amigos fomos ao show do Canastra no Recanto da Lapa. Sem comentários para todas as aventuras que passamos: as poças que mais pareciam piscinas e molharam meu sapato todo, o engarrafamento na ponte, além do grand finale, quando distraídas passamos do ponto e fomos parar no Flamengo e tivemos que ficar lá, no meio da tempestade. Uma loucura.

Nossa sorte foi o Fernando (um dos integrantes do Canastra), que foi nos buscar no Flamengo e nos levar até o local do show. Aliás, adorei o estilo da casa de show, o palco é baixinho e as paredes eram todas com desenhos sobre o bairro. De ruim mesmo só o preço da bebida, mas como não estou mais bebendo, não tive problemas.
Esses dias também, assisti a dois filmes maravilhosos. O primeiro deveria ser obrigatório:

Sabrina, estrelado pela divina-maravilhosa Audrey Hepburn, é um filme sobre amor, e sem dúvida filmes antigos tem o dom de me fazer chorar que nem boboca, acho que devido a atmosferda criada. A história é sobre dois irmãos, Linus (Humphrey Bogart) um empresário e David (Willian Holden), pelo qual Sabrina sempre foi apaixonada. O problema surge quando Linus se apaixona por Sabrina e ela por ele.

Já o segundo filme é recente e eu estava louca para ver:

Factotum - Sem destino, é um filme baseado na obra de Charles Bukowski e não sei se eu esperava de mais, mas o filme acabou se revelando monótono, algo que eu nunca poderia falar a respeito dos livros do velho safado. Acho melhor ficar com a literatura mesmo, de excelente no filme só o Matt Dillon. Que arraso!

19.4.07

Qual é a boa

É, eu vivo reclamando que Niterói não tem coisa nenhuma pra fazer, que a gente precisa atravessar a poça de carro ou de barca e gastar em torno de oito reais de passagem para se chegar ao destino e que por isso eu vivo constantemente falida. Mas dessa vez parece que consegui uma programação boa e por uma bagatela. Bom pra quem não tem dinheiro e quer cultura e diversão. O que engloba toda os meus amigos estudantes universitários ou não que vivem sem um puto, inclusive eu.

No dia mais esperado da semana, a sexta-feira. Vai rolar uma festinha alternativa, chamada Le Fusion na antiga Colorbar e atual boate Aspecto. A festa é no mesmo estilo da Paranoid Android que rola no Casarão Cultural do Arcos, com a diferença que será em Niterói. Provavelmente vai todo mundo que eu conheço, o que não é exatamente uma boa notícia. Mas vai ser bacana. Um dos DJs responsáveis pelo agito é o meu amigo Arlei Hey Hey (mais conhecido como Gay Gay) e o preço é camarada, 5 reais.
Para quem gosta de coisas mais intelectuais, ou está apenas procurando algo diferente, em breve no Cine Art UFF vai rolar um especial com os filmes “Un Couple Epatant” (Um Casal Admirável), “Cavale” (Em Fuga) e “Après la Vie” (Acordo Quebrado), lançados simultaneamente pelo diretor e ator Lucas Belvaux. Aqui nesse site temos uma entrevista com ele. O melhor é que nas segundas-feiras a entrada é dois real. Isso mesmo. Melhor só se for de graça.

Essa semana, recebi pelo correio um cd do Hurtmold. Hurtmold é uma banda brazuca que pra variar faz sucesso lá fora, mas aqui não é muito conhecida. Vale MUITO a pena conhecer. A cópia do CD que ganhei é uma edição limitada vendida no Japão, quem me deu o cd de presente foi o meu amigo Fábio, mais conhecido como Véio.

E pra finalizar eu estou tentando fazer um post sobre o novo cd do Wilco, Sky Blue Sky, mas nada sai suficientemente a altura do que é esse novo cd. Jeff Tweedy é O cara.

Bom fim de semana e olha o juízo.

14.4.07

Mix

Só porque o Fábio pediu, eu vou tentar atualizar este blog. Ando sem inspiração para escrever apesar das novidades. Acho que não levo o menor jeito pra coisa e aí sinto um desânimo.
Mas já que estamos aqui, vamos tentar contar as recentes novidades. Semana passada fui finalmente a exposição de gravuras no CCBB. Não tirei fotos, apesar de ter levado a câmera. Uma pena, havia uma parede in-tei-ra de obras originais de Picasso, obras do Hassan-Bahia (particulamente o meu amigo Hugo que foi a exposição comigo ficou fissurado), obras do Andy Warhol, Roy Lichtenstein. Coisa de louco.
Na saída demos uma passada nos Correios e havia uma exposição de caricaturas do Ziraldo, o problema é que eu estava com planos de ir ao show do Canastra que iria acontecer no Cine Arte UFF. Então eu acabei só dando uma olhada e indo embora. Atravessei a poça, encontrei umas amigas e fui beber uma cervejinha em plena quarta-feira e infelizmente não fui ao show.

Falando sobre o meu assunto preferido, não sei se eu ando exagerando na falta do que fazer, mas esses dias de ócio me renderam ótimas descobertas. Também não sei se meu gosto musical está piorando e eu estou gostando de coisas que na verdade não são boas. Mas o fato é que estas são as minhas mais recentes e apaixonantes “descobertas” do mundo do rock: The cinematics, The Maccabees e Good Shoes.
E como se não bastasse ainda há outras como Little Man Tate, Mumm-Ra e Shitdisco. É muita coisa boa para uma semana só.

Fora isso, finalmente assisti ao filme Factory Girl, sobre a história de amor (ou algo parecido) entre Andy Warhol e Eddie Sedgwick. Recomendo.

Para terminar, você pode ouvir o cd completo do The Maccabees no site da NME, e a versão ao vivo na Radio 1 está disponível na internet. Além de outras coisitas como The Cribs e The View (que eu nem gosto tanto assim), basta se cadastrar no site.

At last, but not the least, o vídeo muito criativo da banda Good Shoes - All In My Head, enjoy.


27.3.07

Mudando de assunto

Eu estava lendo o blog do André Takeda e fiquei feliz em saber que ele também acha que o solo da música Ceremony do New Order é sem dúvida um dos melhores já feitos. Toda vez que eu escuto esta música, o que geralmente ocorre todo dia, eu sinto como se a música me teletransportasse para o filme 24 Hours Party People. Por motivos óbvios.

Ainda sobre música, uma amiga minha me deu uma dica de banda, chamada Lixo Extraordinário. A banda é do seu professor de filosofia, conhecido como Batone e qual não foi a minha surpresa ao descobrir que a banda é do caralho, no melhor sentido da palavra. Eu aconselho a escutar a faixa Aos Poloneses do Brasil, só pra ter uma idéia do que eu estou falando.

Falando de cinema, eu baixei a trilha sonora de Maria Antonieta, o novo e polêmico filme da Sofia Coppola e apesar de eu ainda não ter assistido eu fiquei morrendo de vontade, não pelo filme em si. Mas fiquei curiosa para saber em quais cenas ela utilizou as músicas do Radio Dept, Gang of Four e claro, New Order. Se o filme é uma porcaria, ao menos a trilha sonora é uma paulada.

Pra finalizar, no CCBB Rio de janeiro está ocorrendo uma exposição de gravuras de vários artistas mundialmente conhecidos como Picasso e Andy Warhol. Eu estou louca para ir e de quebra dar um passadinha na Casa França e Centro Cultural do Correios. Só falta a companhia, visto que meus amigos só sabem ir em bar. E pra falar a verdade eu também.

Ah já ia esquecendo! Outro dia eu assisti um trecho da nova novela das oito e fiquei decepcionada com a forma como eles mostram a Lapa. Em pensar que todos os lugares onde as cenas foram gravadas eu passei pulando no carnaval. Eu sou uma grande defensora do berço cultural que é a Lapa. Pra quem não sabe, toda sexta e sábado tem gente bonita de todos os lugares do Brasil e do Mundo, tem roda de samba por 3 reais o courvet, tem maracatu e rock alternativo nos casarões antigos e você ainda tem aquele maravilhoso visual do Arcos.