
Acho que quem visita o blog do
Shiraga, já ouviu falar deste cara, aliás, acredito que foi através dele que descobri o
Banksy. Eu fiquei encantada quando vi, mas também fiquei pensando que tem tanta gente talentosa por aí, fazendo um montão de coisas e eu não sei fazer absolutamente nada, só admirar. Então, eu decidi que vou tentar aprender a fazer stencil, pra pelo menos criar as minhas camisetas e pagar pau direito para as coisas que gosto.
Uma delas, é finalmente ter uma camiseta do filme Waking Life (foto). O filme que me fez virar fã de carteirinha do diretor Richard Linklater. Até então, os meus diretores preferidos eram dois: Kaufman e Cameron Crowe.
Eu queria realmente falar um monte sobre esse filme e quais os preferidos e todas as curiosidades, mas a verdade é que eu ando em um constante estado de embriaguez e na maioria das vezes que estou na internet, eu estou com uma puta ressaca e sono.
Na verdade, isto é só uma desculpa para a falta de criatividade e má escrita.
Só tem uma coisa que eu realmente preciso contar, ontem fui ao Cachaça Cinema Clube, um especial que acontece toda primeira quarta-feira do mês no Cine Odeon, e como ontem era o aniversário de cinco anos do Cachaça, exibiram os melhores curtas de um diretor até então desconhecido para mim, o Edgar Navarro. Foram exibidos cinco curtas, sendo uma trilogia que começa com a fase oral, chamada Alice no País das Mil Novilhas, uma versão bem mais interessante do que a original, eu poderia dizer. Queria colocar aqui um trecho do curta, quando a pequena Alice come um cogumelo e no meio da sua viagem, começa a tocar Here Comes The Sun, do Beatles, mas infelizmente não tem como. Uma pena, essa foi uma das melhores cenas que já vi na minha vida.
A segunda parte da trilogia leva o polêmico nome de O Rei do Cagaço, é a fase anal e é digamos assim, desconfortável de assistir, vocês podem imaginar o porquê, e por último, mas não menos importante, a terceira e última parte, é o filme fálico, chamado Exposed.
Além destes, também foram exibidos os curtas Lin e Katazan e Superoutro, também do diretor Edgar Navarro. Este último, foi o meu preferido e acredito que o de todas as 600 pessoas que lotaram o Odeon e esgotaram os ingressos. Dizem que até hoje Caetano Veloso faz umas sessões privadas na casa dele, mostra às pessoas o filme.
Pra terminar, após a sessão, algumas doses de cachaça de gengibre de graça, pra esquentar a noite fria e claro, ir à festa no Cordão do Bola Preta. Realizada pelo evento, com muita gente bonita e cerveja cara. Foi uma noite memorável.