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9.5.09

To remember

Só pra deixar registrado o show do Oasis, foi lindo ouvir o público cantando emocionado todas as músicas, principalmente Morning Glory (minha eterna preferida), Masterplan e Dont Look Back in Anger, onde a platéia conseguiu roubar a cena e eles se "calaram" pra ouvir o público cantar.
De contra mesmo só a minha falência pessoal, gastei muita grana e agora não me resta nada pra fazer nos próximos fins de semana. Mas, tudo bem, porque agora falta pouco para a minha viagem pra Bahia.

Minha vida anda muito ruim e difícil, vai dizer. hahaha

26.4.09

Praia do Leblon?


Domingo de sol é para todos!
fonte: rioetc

22.4.09

Caiu aquela gota de colírio...

Tá de bobeira? Então, abra o olho!
Clica aqui!


Eu falei: "Tá direito"
Tudo numa gota de colírio
Ele disse: "É delírio
Navegar nas águas de um espelho"

6.4.09

Qui n'aime pas le samba n'est pas bonne personne, ou est malade à la tête ou malade au pied!

(clique para ampliar)

Olha que curioso o trajeto da Linha 10 do Metrô em Paris (essa linha laranja mais escura). Um verdadeiro passeio pelo que há de melhor na música brasileira. Fiquei toda boba quando vi!

Ah, que bacana!

Estou feliz apesar de não ter um real no bolso, mas é isso que importa!

21.10.08

Esperanza Spalding


Tô apaixonada por essa mulher, ela não é só linda, mas também MUITO talentosa. Uma pena que nao a verei no TIM Festival.

Aqui o vídeo da novaiorquinha mais cool do momento cantando Ponta de Areia (sim, ela ainda canta em português!)



21.9.08

Anota aí

Apesar de no post abaixo eu ter criticado as bandas atuais, alguma coisa me levou a buscar novidades, talvez uma esperança interna de que alguma banda me fizesse mudar de opinião e escrever um post super animado. A pesquisa me rendeu algumas boas descobertas que vou dividir em posts de três bandas cada. A primeira é uma experiência indie-eletrônica chamada Late of The Pier. O quarteto de Nottingham (Inglaterra), criou uma experiência musical que é no mínimo interessante. Em seu primeiro cd, o "Fantasy Black Channel", os meninos vão buscar inspiração nos anos 80. Assista abaixo o clipe de Space & The Woods, que por sinal esbanja criatividade.



Agora, três meninas bonitas que tinham tudo para serem modelos (se é que não são), Au Revoir Simone na verdade não é novidade e eu já baixei tem um tempinho. Ouvi a primeira faixa, achei marromenos e deixei pra lá. Hoje, escutei de novo e gostei bastante. Muito agradável para ouvir em tardes felizes.


A próxima e última dica (ao menos deste post), é um cantor-compositor inglês ainda pouco conhecido por aqui chamado Jack Penãte. Eu geralmente sou meio desconfiada de músicas no estilo ska, mas do trabalho do Jack eu gostei bastante. Assista ao vídeo de "Torn On The Platform".

16.9.08

hype hype hype

Preciso voltar a escrever, mas me bate uma preguiça.

Enquanto isso fiquem com a francesa moderninha chamada Yelle, que virá ao Brasil e fará uma apresentação no Clube Glória dia 30 de setembro em São Paulo.


Aproveitando a deixa, outro grupo na linha moderninhos descolados que se apresentará em breve (dia 26 de setembro) é a dupla também francesa Justice. Ficaram bem famosos através do CobraSnake (aliás, foi lá que a curiosidade bateu e procurei o trabalho dos caras). A notícia ruim é o preço: 80 paus a meia entrada no Circo Voador. Contudo, quem tiver dinheiro, pode ir que vale a pena.


15.9.08

tudoaomesmotempoagora

É o seguinte, muita coisa acontecendo. Muitos planos, falta de grana, mas principalmente, falta de organização. Quero participar de inúmeros projetos que a faculdade me proporciona, mas por ser desorganizada perco prazos, esqueço os dias de evento, bebo o dinheiro do cinema. E toda semana eu começo jurando que vou ajeitar a minha vida. Cara, eu preciso de um estágio, é muito sério isso. Não é pela grana, aceito ser estagiária sem renumeração, só queria saber como diabos funciona um set de filmagens, mesmo sabendo que como produtora deixariam a batata quente comigo tendo que me desdobrar pra fazer coisas que nunca fiz. Eu quero um estágio. Eu pre-ci-so de contatos. Estou morrendo com a possibilidades de coisas que posso fazer e não faço. Preciso ler mais revistas, ouvir mais, ver mais shows. É tanto coisa que eu não consigo desligar, estou elétrica Estou encantada com a minha futura profissão mesmo com todos os perrengues, apaixonada pela minha turma, meus veteranos, meu campus, tudo, absolutamente tudo que envolve esse mundo.

4.8.08

Resumo

Pra não passar em branco. Nesse meio tempo eu só assisti dois shows, ambos na Lapa. Nação Zumbi, que aliás, foi O Show. Daqueles que você volta pra casa no dia seguinte e não sabe como chegou viva, lembra apenas de flashes, mas sabe que foi muito, muito foda.
Assisti também ao show da Elba Ramalho e Raiz do Sana. Essa é a parte que todo mundo dá risada, afinal, desde quando eu frequento shows de forró, não é mesmo? Mas frequento agora. Aliás, frequento tudo quanto é forró ultimamente, descobri que é muito bonito. Mas calma que me refiro a Luis Gonzaga, Alceu Valença, Zé Ramalho (estou viciada no Zé). Música de verdade e não essas coisas esquisitas que tocam na feira de São Cristovão!

Livros, eu não li nenhum! Final de semestre, mudança de faculdade, mal dava conta dos que tinha que ler. Pra não dizer que não li nada, li alguns trechos de Sartre. Porque eu ando muito envolvida nessa filosofia existencialista. Principalmente depois que bebo. Vai entender.

Atualmente eu tomei vergonha na cara e estou lendo Into The Wild do Jon Krakauer. Livro que deu origem ao filme que possui o mesmo nome (traduzido para Na Natureza Selvagem em português) e que me deu um verdadeiro soco no estômago. O Chris, personagem principal do filme, é um jovem que tinha tudo para ter um futuro promissor, dentro do que a sociedade define como promissor. Só que ele queria muita mais, ele queria viver e não somente existir. E ele, apesar de ter morrido tão jovem devido ao próprio idealismo, ele viveu. Viveu muito mais do que muita gente por aí. Quanto mais eu leio e vejo filmes assim, mas eu tenho certeza de que também não vim nessa vida para trabalhar, casar e ter filhos. Ainda que meus planos sejam dignos de deixar qualquer pai de cabelo em pé, eu acho que não posso negar o que eu sinto. E o que eu sinto é uma necessidade enorme de liberdade, de experimentar, de errar e aprender. Que uma vida correta jamais me daria.
Acho que estou falando demais sobre mim e de menos sobre o filme. O caso é o que o filme é inspirador, é baseado numa história verídica e a trilha sonora é toda composta pelo Eddie Vedder, o que quer dizer que o filme é maravilhoso.
Quando eu lembrar, escrevo mais!

7.6.08

Poemas para uma manhã de sábado

Você me pergunta, eu escuto;
Respondo que não posso responder... você tem que descobrir por si.

Senta um pouco, viajante,
Tem biscoitos pra comer e leite pra beber,
Mas assim que você dormir e relaxar em suas roupas frescas,
dou um beijo de despedida e abro o portão pra você partir.

Há muito tempo você tem tido sonhos vis,
Tiro ar emela de seus olhos,
Você precisa se acostumar com o brilho ofuscante da luz e de cada instante de sua vida.

Você ficou no raso muito tempo, na praia com uma prancha,
Agora quero você nadando com coragem,
Se atire no meio do mar, levante de novo, e acene pra mim,
grite e sacuda o cabelo com um sorriso nos lábios.


(Walt Whitman)
*

Folhas de Relva

Creio em ti, minha alma... o outro que sou não deve rebaixar-se diante de ti.
E tu não deves ser rebaixada diante do outro.
Fica à toa comigo na relva... solta esse nó da tua garganta.
Não quero palavras, música ou rima... nem hábitos nem sermões, nem mesmo o que há de melhor,
Amo apenas a quietude, o sussurro de tua voz modulada.
Recordo como nos deitamos em junho, numa manhã de verão tão transparente;
Repousaste a cabeça atravessada sobre meus quadris e suavemente te viraste sobre mim,
E abriste minha camisa no peito e mergulhaste tua língua em meu coração desnudado,
E continuaste até sentir minha barba, e continuaste até segurares meus pés.
Rapidamente ergueram-se e espalharam-se em torno de mim a paz, a alegria e o conhecimento que superam /toda arte e toda argumentação da terra;
E sei que a mão de Deus é ancestral de minha própria mão,
E sei que o espírito de Deus é irmão mais velho de meu próprio espírito,
E que todos os homens já nascidos são também meus irmãos... e as mulheres minhas irmãs e amantes,
E que uma nave da Criação é o amor;
E que sem limite estão as folhas firmes ou caídas nos campos,
E formigas castanhas nos pequenos vãos sob elas,
E o musgo se espalhando pelas cercas serpeantes, e as pedras empilhadas, e o sabugueiro, a erva dos /escrofulosos e a erva dos cancros.


(Walt Whitman)

30.4.08

Pra ninguém botar defeito! (só falta o dinheiro!)

Pra você que como eu achava que esse dia nunca iria chegar, roeu as unhas, marcou os dias no calendário, arranjou louça pra lavar e passar o tempo, eis que finalmente o dia se aproxima. O Mombojó volta ao Rio para uma única apresentação no tão acolhedor Circo Voador. Como se não bastasse, o grupo contará com a participação de ninguém menos que o ilustre China. Lembro de como conheci o trabalho do cara, uns anos atrás com uma amiga que já nem tenho tanto contato, mas que me apresentou bandas que curto até hoje como Mundo Livre S/A, Nervoso e claro, o próprio China.
A novidade pra quem não sabe é que o China deverá tocar junto com o Mombojó, formando assim o projeto Del Rey, que se apresenta tocando músicas do Roberto Carlos. Isso mesmo! Ouvir os classícos do Robertão fará com que a apresentação termine com chave de ouro!

Por isso anotem aí e compareçam na noite mais feliz do ano. Dia 3 de maio, por uma bagatela de 15 reais a meia. A Lapa se transformará no grande Reino Da Alegria. Promovendo uma noite inesquecível para aqueles que lá se encontram.

E o nosso encontro já está marcado.


*
Outra dica muito batuta pra quem gosta de teatro e não é pobre como eu, é a peça do clássico romance de Franz Kafka, O Processo. Em cartaz no Teatro Maison de France e com direção de José Henrique, a peça está em cartaz de quinta a domingo com preços que variam entre 40 e 50 reais a inteira. Uma ótima oportunidade. Quem puder ir por favor vá e me conte depois.



*

SOUL, BABY, SOUL

E como ninguém é de ferro, pra quem sente falta do tempo da calça boca de sino e do cabelo black-power. Dia 10 de maio rola a tão esperada próxima edição da SOUL, BABY, SOUL. Antigamente realizada na Gafieira Elite, a festa que agora acontece no Cine Lapa, sofre protestos de um público antigo que reclama dos bons tempos de outrora, mas não é pra ninguém ficar desanimado. A festa continua fiel ao seu público e ninguém bota defeito. O set list com o que há de melhor na soul music está a um click do mouse. É só clicar e curtir o som!


como diria o Negão: ALL THE POWER TO THE PEOPLE!

5.3.08

Diliça

Só o Ewan Mcgregor usa kilt sem parecer ridículo.



Ah, ocês viram só como o blog tá personalizado? Agradecimentos para Tina! O talento dela dá pra conferir aqui.

10.2.08

Uma descoberta


Você acreditaria em mim, se eu te dissesse que uma menina de rosto meigo e que possui apenas 15 anos chamada Mallu Magalhães compõe, toca e canta em suas músicas, fazendo um som tão bom que já caiu nas graças do público na internet com sua interpretação perfeita de músicas de artistas como Johnny Cash e Belle and Sebastian?

Pois se não acredita, dedique três minutos do seu dia para conhecer o trabalho dela no myspace. É de ficar embasbacado. Acho que Mallu é uma mistura perfeita de Ben Kweller e Camera Obscura com uma pitada de Chan Marshall. Falando assim parece não fazer sentido, mas só ouvindo pra entender! Tenho certeza que estamos diante de uma menina que em breve estará fazendo grandes turnês pelo Brasil, ou quem sabe até pelo mundo!

9.1.08

Eu gosto mesmo é de vida real

Bossa Nostra
(Nação Zumbi)

Ninguem quer saber
O gosto do sangue
Mas o vermelho
Ainda é a cor que incita a fome
Depende da hora e da cor
Depende da hora,
Da hora, da cor e do cheiro
Cada cor tem o seu cheiro
Cada hora lança sua dor
E dessa insustentavel leveza de ser
Eu gosto mesmo é de vida real
Eu levei
Minha alma pra passear
Eu levei
Minha alma pra passear
Não me distancio muito de mim
E quando saio nao vou longe
fico sempre por perto
Depende da hora e da cor
Depende da hora,
Da hora, da cor e do cheiro
Cada cor tem o seu cheiro
Cada hora lança sua dor
E dessa insustentavel leveza de ser
Eu gosto mesmo é de vida real
Eu levei
Minha alma pra passear
Eu levei
Minha alma pra passear


23.9.07

Control

O filme sobre Ian Curtis, vocalista da banda Joy Division, estréia no Festival do Rio e dispensa comentários.

Domingo - 30/09/2007 Espaço de Cinema 1
23:30:00 hs
Segunda - 01/10/2007
Palacio 2
16:30:00 hs
Segunda - 01/10/2007
Palacio 2
21:30:00 hs
Quinta - 04/10/2007
Est Barra Point 2

Mal posso esperar para ver.

7.9.07

Já vai tarde

Estava aqui em casa fazendo nada quando toca uma música do Los Hermanos no vizinho. Gente, ainda bem que Los Hermanos acabou. Sério. Não dava mais, tava no limite. Tudo bem que eu tenho os CD's, mas presta atenção, Los hermanos é chaaaaato toda vida, acho que a proposta deles era bacana, mas os fãs estragaram tudo. Fãs de Los Hermanos conseguem ser ainda mais chatos do que fãs da banda Cansei De Ser Sexy. Não aguento mais essa gente descolada, de camiseta de listras tomando café num calor insuportável do Rio de Janeiro, chorando porque queria estar congelando as bolas na Europa.
.
.
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Conhece a banda gaúcha Pública?

Como que a MTV não paga pau pra uma banda dessas, mas fica falando de pseudo-bandas emo é que eu não sei.

Por essas e outras que eu sou fã do André Takeda.

21.8.07

A verdade sobre nós, meio intelectuais, meio de esquerda.

Retirado do blog Meio Cítrico, o texto abaixo pode ser um pouco grande, mas vale a pena a leitura. Com certeza você identificará a si mesmo e/ou alguns amigos.

BAR RUIM É LINDO, BICHO!
BAR RUIM É LINDO, BICHO!

De Antonio Prata

Eu sou meio intelectual, meio de esquerda, por isso freqüento bares meio ruins. Não sei se você sabe, mas nós, meio intelectuais, meio de esquerda, nos julgamos a vanguarda do proletariado, há mais de 150 anos. (Deve ter alguma coisa de errado com uma vanguarda de mais de 150 anos, mas tudo bem). No bar ruim que ando freqüentando nas últimas semanas o proletariado é o Betão, garçom, que cumprimento com um tapinha nas costas acreditando resolver aí 500 anos de história. Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos ficar "amigos" do garçom, com quem falamos sobre futebol enquanto nossos amigos não chegam para falarmos de literatura. "Ô Betão, traz mais uma pra gente", eu digo, com os cotovelos apoiados na mesa bamba de lata, e me sinto parte do Brasil. Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos fazer parte do Brasil, por isso vamos a bares ruins, que tem mais a cara do Brasil que os bares bons, onde se serve petit gateau e não tem frango à passarinho ou carne de sol com macaxeira que são os pratos tradicionais de nossa cozinha. Se bem que nós, meio intelectuais, quando convidamos uma moça para sair pela primeira vez, atacamos mais de petit gateau do que de frango à passarinho, porque a gente gosta do Brasil e tal, mas na hora do vamos ver uma europazinha bem que ajuda. A gente gosta do Brasil, mas muito bem diagramado. Não é qualquer Brasil. Assim como não é qualquer bar ruim. Tem que ser um bar ruim autêntico, um boteco, com mesa de lata, copo americano e, se tiver porção de carne de sol, a gente bate uma ali mesmo.Quando um de nós, meio intelectuais, meio de esquerda, descobre um novo bar ruim que nenhum outro meio intelectual, meio de esquerda freqüenta, não nos contemos: ligamos pra turma inteira de meio intelectuais, meio de esquerda e decretamos que aquele lá é o nosso novo bar ruim. Porque a gente acha que o bar ruim é autêntico e o bar bom não é, como eu já disse.

O problema é que aos poucos o bar ruim vai se tornando cult, vai sendo freqüentado por vários meio intelectuais, meio de esquerda e universitárias mais ou menos gostosas. Até que uma hora sai na Vejinha como ponto freqüentado por artistas, cineastas e universitários e nesse ponto a gente já se sente incomodado e quando chega no bar ruim e tá cheio de gente que não é nem meio intelectual, nem meio de esquerda e foi lá para ver se tem mesmo artistas, cineastas e universitários, a gente diz: eu gostava disso aqui antes, quando só vinha a minha turma de meio intelectuais, meio de esquerda, as universitárias mais ou menos gostosas e uns velhos bêbados que jogavam dominó.Porque nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos dizer que freqüentávamos o bar antes de ele ficar famoso, íamos a tal praia antes de ela encher de gente, ouvíamos a banda antes de tocar na MTV. Nós gostamos dos pobres que estavam na praia antes, uns pobres que sabem subir em coqueiro e usam sandália de couro, isso a gente acha lindo, mas a gente detesta os pobres que chegam depois, de Chevete e chinelo Rider. Esse pobre não, a gente gosta do pobre autêntico, do Brasil autêntico. E a gente abomina a Vejinha, abomina mesmo, acima de tudo. Os donos dos bares ruins que a gente freqüenta se dividem em dois tipos:os que entendem a gente e os que não entendem. Os que entendem percebem qual é a nossa, mantém o bar autenticamente ruim, chamam uns primos do cunhado para tocar samba de roda toda sexta-feira, introduzem bolinho de bacalhau no cardápio e aumentam em 50% o preço de tudo. Eles sacam que nós, meio intelectuais, meio de esquerda, somos meio bem de vida e nos dispomos a pagar caro por aquilo que tem cara de barato. Os donos que não entendem qual é a nossa, diante da invasão, trocam as mesas de lata por umas de fórmica imitando mármore, azulejam a parede e põem um som estéreo tocando reggae.Aí eles se fodem, porque a gente odeia isso, a gente gosta, como já disse algumas vezes, é daquela coisa autêntica, tão brasileira, tão raiz.

Não pense que é fácil ser meio intelectual, meio de esquerda, no Brasil! Ainda mais porque a cada dia está mais difícil encontrar bares ruins do jeito que a gente gosta, os pobres estão todos de chinelo Rider e a Vejinha sempre alerta, pronta para encher nossos bares ruins de gente jovem e bonita e a difundir o petit gateau pelos quatro cantos do globo. Para desespero dos meio intelectuais, meio de esquerda, como eu que, por questões ideológicas, preferem frango a passarinho e carne de sol com macaxeira (que é a mesma coisa que mandioca mas é como se diz lá no nordeste e nós, meio intelectuais, meio de esquerda, achamos que o nordeste é muito mais autêntico que o sudeste e preferimos esse termo, macaxeira, que é mais assim Câmara Cascudo,saca?).
-Ô Betão, vê um cachaça aqui pra mim. De Salinas quais que tem?

16.8.07

E a vida continua

Acho que quem visita o blog do Shiraga, já ouviu falar deste cara, aliás, acredito que foi através dele que descobri o Banksy. Eu fiquei encantada quando vi, mas também fiquei pensando que tem tanta gente talentosa por aí, fazendo um montão de coisas e eu não sei fazer absolutamente nada, só admirar. Então, eu decidi que vou tentar aprender a fazer stencil, pra pelo menos criar as minhas camisetas e pagar pau direito para as coisas que gosto.
Uma delas, é finalmente ter uma camiseta do filme Waking Life (foto). O filme que me fez virar fã de carteirinha do diretor Richard Linklater. Até então, os meus diretores preferidos eram dois: Kaufman e Cameron Crowe.
Eu queria realmente falar um monte sobre esse filme e quais os preferidos e todas as curiosidades, mas a verdade é que eu ando em um constante estado de embriaguez e na maioria das vezes que estou na internet, eu estou com uma puta ressaca e sono.
Na verdade, isto é só uma desculpa para a falta de criatividade e má escrita.

Só tem uma coisa que eu realmente preciso contar, ontem fui ao Cachaça Cinema Clube, um especial que acontece toda primeira quarta-feira do mês no Cine Odeon, e como ontem era o aniversário de cinco anos do Cachaça, exibiram os melhores curtas de um diretor até então desconhecido para mim, o Edgar Navarro. Foram exibidos cinco curtas, sendo uma trilogia que começa com a fase oral, chamada Alice no País das Mil Novilhas, uma versão bem mais interessante do que a original, eu poderia dizer. Queria colocar aqui um trecho do curta, quando a pequena Alice come um cogumelo e no meio da sua viagem, começa a tocar Here Comes The Sun, do Beatles, mas infelizmente não tem como. Uma pena, essa foi uma das melhores cenas que já vi na minha vida.
A segunda parte da trilogia leva o polêmico nome de O Rei do Cagaço, é a fase anal e é digamos assim, desconfortável de assistir, vocês podem imaginar o porquê, e por último, mas não menos importante, a terceira e última parte, é o filme fálico, chamado Exposed.
Além destes, também foram exibidos os curtas Lin e Katazan e Superoutro, também do diretor Edgar Navarro. Este último, foi o meu preferido e acredito que o de todas as 600 pessoas que lotaram o Odeon e esgotaram os ingressos. Dizem que até hoje Caetano Veloso faz umas sessões privadas na casa dele, mostra às pessoas o filme.
Pra terminar, após a sessão, algumas doses de cachaça de gengibre de graça, pra esquentar a noite fria e claro, ir à festa no Cordão do Bola Preta. Realizada pelo evento, com muita gente bonita e cerveja cara. Foi uma noite memorável.

18.7.07

Minoria

Engraçado, esses dias li uma reportagem na Folha que falava sobre a falta do hábito da leitura entre os jovens brasileiros e fiquei pensando, alguns dias atrás fiz um post no rascunho, falando sobre o FUP, livro do Jim Dodge que comecei a ler recentemente. Aliás, eu consegui o livro graças a um link que o Biajoni deixou no blog dele um tempo atrás. Não que meu pai se incomode em me dar grana pra comprar livros, mas eu sempre acabo gastando a grana com outras coisas, então, ler pela internet acaba sendo uma alternativa.
Mas voltando ao assunto, eu sempre gostei de ler, desde pequena. Eu lembro que quando minha mãe chegava aqui em casa com os livros do Ziraldo eu deitava na cama e passava a tarde in-tei-ra ali quietinha, lendo. Mamãe nem notava que eu estava em casa. E ai dela se não comprasse o Almanacão da Mônica, o gibi do Tio Patinhas e os livros infantis, era pirraça na certa.
Depois, quando cresci mais um pouco, passei a ler os clássicos brasileiros que minha mãe tinha. Li Carlos Drummond, Aluizio Azevedo, Machado de Assis e muito mais quando ainda tinha uns treze anos. Sem brincadeira.
Daí em diante, conforme fui ficando mais velha, fui adquirindo um gosto pessoal, prefiro literatura estrangeira, gosto de clássicos, mas o que me tira do sério mesmo são os escritores da geração beat. Putz, eu vibro lendo um livro desses caras. Outro que não é dessa geração, mas é um maldito é o Irvine Welsh, esse eu sou fã de carteirinha!

Agora, voltando a falar sobre o Jim Dodge, como frequentemente acontece, a dica veio do meu querido Shiraga. Li um poema do Jim Dodge no blog dele uma vez e vibrei com o troço, agora estou mais do que contente com a oportunidade de ler um livro do cara.

Preceitos básicos e avisos adicionais a jovens escroques

Não tente roubar uma vaca maior que sua caçamba.
Não mostre seu rabo pra Polícia Rodoviária.
Negociatas longas com grana curta é prejuízo na certa.
Não confunda o Evangelho com a Igreja.
Nunca dedure familiares ou amigos.
Evite morar em qualquer lugar onde não dê pra mijar da porta da frente.
Só porque é simples não significa que é fácil.
Não deixe seu olho grande preencher cheques que sua barriga vazia não possa bancar.
Se você não a quer, não a provoque.
Não estacione entre dois cachorrões jogando sujo.
Qualquer um amassa tomates; o foda é fazer o molho.
Nunca se é pobre demais para deixar de prestar atenção.
Não remoa por aí suas paranóias.
Nunca durma com uma mulher que considere isso um favor.
Se for atingido por um valentão, dê-lhe a outra face.
Se rolar de novo, atire no filho da puta.
Manter é sempre duas vezes mais difícil do que conseguir.
Nunca atravesse uma cidade pequena a 120 por hora com a filhota do xerife nua na garupa.
Nunca registre o preto no branco.
Se você não está confuso então não tá entendendo nada.
Amar é sempre mais difícil do que parece.

[Jim Dodge]

ps- Se não me engano o Jim Dodge esteve na FLIP, senhor Shiraga tem que me contar mais sobre o evento!